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Lizha James tinha tudo para ser ministra da cultura em Moçambique

Por: Jeremias Gotine

(…”Até que tens um bom curriculum vitae, mas és sobrinho de quem?”…), Esse é um meme que tem circulado nas redes sociais, reclamando da falta de oportunidades de trabalho, caso o interessado por uma determinada vaga dirija-se a alguma empresa ou sturtup.

Puxei esse exemplo para este artigo, porque há quem diz que precisamos de pessoas experientes para gerência de ramos específicos, e a Lizha James seria uma cara ideal para assumir o cargo de ministrar a cultura, caso o voto fosse popular.

Lizha é uma mulher que cresceu no meio da música e músicos de todo tipo de estilo, sem esquecer que ela também tem dotes de sobrevoar em qualquer beat; Existe um ditado popular que diz: “Por detrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”, nesta ordem podemos recorrer ao casal Bang Mourinho e Lizha James, dois empresários musicais.

Portanto, se tem alguém que conhece a dor de um artista e necessidade de um profissional da área, essa pessoa chama-se Lizha James, já que o seu ex-marido não está mais entre nós. Entenda! Este artigo não é sobre actual ministério da cultura, trata-se apenas de uma baliza que poderia ser explorada.

Lizha trabalhou com artistas na velha e nova escolas, lapidando talentos anónimos à estrelas ao palco. Hoje, essa janela parece estar muito longe de se abrir, já que a cantora encontra-se fora do país, sendo cunhada dos angolanos depois de casamento com empresário Nelo dos Santos.

Bang Entretenimento e Projecto Âncora são dois grandes epicentros que Bang trabalhou em vida, colocando talentos que até os dias actuais são um sucesso nacional e internacional.

Naquela época Lizha pode ter aprendido muito sobre gestão de carreira, e acredito que nos bastidores ocorriam debates para transformar as artes em fonte de rentabilidade significativa, o que com certeza daria melhores condições de vida aos artistas, ao invés de passar por casos de terem que virem a público pedir apoio para suprimir necessidades básicas.