Algumas empresas que reivindicam redução do preço do cimento não são cimenteiras

O ministro da Indústria e Comércio disse, quarta-feira (11) que algumas empresas que reivindicam o reajuste do preço da venda do cimento ao público, na região sul do país, não pertencem ao ramo da indústria cimenteira.

“Este é um dado preliminar da investigação em curso depois que algumas empresas de fabrico de cimento exigiram ao Governo o agravamento do preço de comercialização do produto por parte da empresa Dugongo Cimentos”, disse Carlos Mesquita.

As referidas empresas alegam que o facto de a Dugongo ser a única produtora de clínquer no país, acaba colocando as outras em estado de dependência, por não terem esta componente essencial para a produção de cimento.

O ministro Mesquita avançou que depois de um encontro com a direcção de algumas destas empresas, constatou-se que nem todas apresentam os requisitos para serem contempladas na classe de indústrias cimenteiras.

“Tive oportunidade de reunir já com duas dessas empresas que nos enviaram a carta. Nem todas elas são empresas cimenteiras. Há classes, há empresas cimenteiras de ciclo completo que é o caso da Dugongo por exemplo, que extrai calcário, processa para clínquer, produz, tem energia e vende”, revelou.

“Há empresas que apanham o processo a meio. Importam ou compram o clínquer para depois avançar e, há algumas, eventualmente sejam essas que dizem que já fecharam as portas, que compram o produto acabado daqui e acolá e misturam e também são qualificadas como cimenteiras. Não o são”, afirmou.

De acordo com Mesquita, isto tudo está a ser analisado com profundidade porque “queremos que as nossas indústrias prosperem dentro de um ambiente próprio de competitividade para o desenvolvimento do país”. -RM